A380

Há pouco tempo comecei a voar nessa mega máquina voadora chamada A380-800. Um mega avião de dois andares, no qual cabe muita gente.

O interessante deste avião é que ele é tão grande, que nem sempre conheço toda a equipe em uma mesma viagem, pois somos em média um grupo de 26 tripulantes. Em relação aos passageiros, geralmente quem senta na econômica, acaba não tendo acesso ao andar de cima, no qual encontra-se as classes executiva e primeira. No “upper deck” nossos clientes podem usufruir o lounge, uma espécie de Pub, com capacidade de aproximadamente 20 pessoas, e lá são servidos muitas comidinhas e bebidinhas. E, a cereja do bolo, disponível para um grupo seleto de somente 14 passageiros da primeira classe, temos o famoso Shower Spa, no qual toma-se banho com direito a aromaterapia, secador de cabelo e toalhas fofinhas. Um luxo da aviação.

 

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Lounge. Passageiros da classe executiva e primeira podem desfrutar desde espaço.

 

 

Shower Spa da primeira classe

 

 

Um fato interessante sobre o A380: apesar de ser tão imponente em tamanho, é extremamente silencioso comparado a outros aviões. Uma maravilha em voos noturnos, pois pode-se dormir tranquilamente sem aquele “zuuuuuuummm”no canto do ouvido. Outro fato interessante é que muitas vezes as pessoas não tem noção de seu tamanho. Hoje, em voo a caminho de Amsterdam, Holanda, um passageiro da primeira classe aparece na galley e comenta que estava dando uma esticada nas pernas. Então sugeri que continuasse seu “jogging” até o final da classe executiva, que fosse até o lounge para curtir o ambiente. No entanto, o tal passageiro olhou-me com uma certa perplexidade e perguntou: “Mas tem mais avião aí para trás?”. Tive ímpetos de ser um pouco sarcástica, mas, silenciei meu pensamento e educadamente respondi: “Sim, senhor. Tem muito mais aí atrás”.

Ao comentar o evento com minha colega de cabine, a qual é Japonesa, ela riu e relatou-me o seguinte:

“Esses dias uma passageira me perguntou a que horas iríamos decolar, e eu respondi que já havíamos decolado a uma hora atrás”

Exatamente, é deste silêncio que estamos falando.

Dados interessantes:

A empresa que trabalho possui 100 aeronaves A380-800. Aliás, o voo operado de Dubai para São Paulo é com o grandão aí. Uma capacidade de em média 400 passageiros na econômica, 76 na executiva e 14 na primeira. Como eu disse no início , cabe muita gente!

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Identidade Secreta

Eu tenho uma foto da minha filha na parte interna da aba da minha bolsa de trabalho. Toda vez que abro minha bolsa em público, seja para pegar meu passaporte ou procurar algum outro item, e alguém enxerga aquela foto pergunta: “Quem é esta criança”. Eu orgulhosamente respondo: “Minha filha”.

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Geralmente quando isso acontece é como se eu estivesse revelando minha identidade secreta. Sim, sou uma mãe disfarçada de comissária de bordo. E, ao revelar esta minha faceta no meu meio de trabalho, me dá acesso a outras mães, que até então estavam escondidas por detrás de batons vermelhos e chapéus com véu. Como toda boa mãe, elas sempre vem me mostrar as fotinhos de seus filhotes, que estavam em alguma parte da bolsa também, ou na carteira, ou dentro do passaporte.

Portanto, ao meu identificar como integrante de um grupo secreto de mães viajantes, começo a tomar conhecimento de muitas outras histórias sobre a arte da maternidade quando se concilia duas paixões, a de ser mãe e a de viajar.

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Noutro dia estava a caminho de Perth, Australia. E, descubro que minha colega de trabalho na primeira classe também fazia parte do meu mesmo grupo, o de mãe. Ela me revelou o seguinte: “Sempre tive medo de me transformar naquelas mães que não param de falar de seus filhos quando encontram outras mães (ou qualquer outra pessoa). Mas, receio que agora sou uma delas. Eu simplesmente não consigo falar sobre outra coisa. Não é interessante esse processo que acontece dentro da gente? Nós viajamos para os mais diversos lugares, conhecemos pessoas com mil histórias interessantes, e no entanto, só queremos falar sobre nossos filhos?”

E, foi exatamente assim no restante do voo, e olha que de Dubai até Perth são 11 horas de jornada. Dividimos nossas dificuldades, sobre comidas que preparamos, sobre as questões do sono dos bebes, sobre onde encontrar o que em qual parte do mundo, e etc. Descobri que o preço das fraldas na Australia são mais acessíveis, portanto comprei dois pacotes com 50 fraldas cada. E, ainda tive espaço para batata doce, que a Isabela adora, abacate, que ela não gosta tanto, mas eu não desisto fácil, e maçã orgânica. Minha mala estava explodindo, quase não conseguia fechar.

E, no voo de volta, parecia que o assunto não havia esgotado, ainda tínhamos  muito mais para conversar. Realmente, ser mãe é um assunto inesgotável.

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A história do Tsuru

Há alguns anos eu operei um voo para o Japão. Eu já estava trabalhando na classe executiva. Mas, durante o voo eu precisei buscar alguns equipamentos que estavam estocados na galley traseira do avião, ou seja, na econômica. Ao caminhar pelo corredor da econômica, uma senhora me parou e começou a gesticular, me pedindo algo. Ela falava japonês somente. Fazia desenhos quadrados com as mãos, como se mostrando o formato de algo que gostaria muito. Eu comecei a falar em inglês com ela, na tentativa de compreender o pedido. E assim eu fui indo ” a senhora gostaria de suco? Água?  Café?” Porém, não teve jeito, eu não consegui acertar o pedido da senhora. Eu pedi licença para ela e fui buscar uma falante de japonês. A qual me informou que a senhora gostaria de um pacotinho de biscoitos salgados que tínhamos abordo na época. Por isso a forma quadrada. Prontamente busquei uns pacotinhos para ela. Recebi um “arigat0” e um sorriso.

O voo seguiu tranqüilamente, pousamos em Osaka, e os passageiros começaram a desembarcar. Devido a minha posição naquele voo, eu me encontrava na porta de saída do avião, e estava me despedindo dos que passavam por ali. De repente, a senhora do pacotinho de biscoitos aparece na minha frente e me entrega um pequeno tsuru. Um pássaro feito de origami, técnica de dobradura de papel, feito com o forro da bandeja da refeição da econômica. E, mais uma vez, com um olhar muito agradecido ela me diz novamente obrigado em sua língua e desembarca com um sorriso imenso no rosto.

Aquele gesto me tocou. Pois, eu não havia a salvo de nenhuma evacuação, ou coisa pior. Eu havia lhe dado somente um pacote com biscoitinhos salgados. Eu guardei aquele pequeno pássaro em papel por muito tempo. E, por interesse na técnica do origami, também aprendi confeccionar os meus próprios tsurus, assim chamados.

Tempos depois, descobri o significado deste pássaro. É uma lenda muito bonita, e ao presentear alguém com o mesmo, estamos desejando longevidade e saúde.

 

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O Tsuru é uma ave, espécie da família dos grous (cegonhas), nativa do Japão. Ninguém sabe desde quando existia uma lenda no Japão segundo a qual, aquele que fizesse mil tsurus de origami teria um pedido atendido pelos deuses. Atualmente, nas festas de Ano Novo, casamento, nascimento e em comemorações festivas em geral, a figura do grou está presente nos enfeites ou nas embalagens de presentes, simbolizando saúde e fortuna. Costuma-se dizer que esta ave, assim como a tartaruga, é símbolo de longevidade. (wikipedia)

 

Em Janeiro de 2016, passados muitos anos da minha vivência com a senhora do tsuru, eu descobri que estava grávida. E, parei de voar. Mas, as histórias sobre voos ainda estão guardadas no meu coração, e certas coincidências sempre me remetem ao que foi vivido.

Em Maio deste ano, minha sogra e eu estávamos organizando o Chá de Bebê da Isabela, minha filha, e começamos a discutir o tema. Seria flores? Hello Kitty? Moranguinho? Não… porque não pássaros? Já que o pai e a mãe da Isabela são como dois pássaros sempre voando por aí. Achei o tema ótimo. Mas, como seria feito?  Compraríamos figuras de pássaros? Ou, encheríamos a casa de passarinhos? (risos). E, surge então o acaso, a coincidência, ou melhor, o empurrãozinho do universo. Marilde, minha sogra, ao fazer uma pequena viagem ao Rio de Janeiro, encontrou uns enfeites feitos em origami, e pensou que poderíamos utilizá-los para a decoração do Chá de Bebê da Isabela. E, qual fora o origami encontrado por Marilde? O Tsuru.

Imediatamente me apaixonei pela ideia de confeccionar Tsurus para Isabela. Relembrei da história que havia vivido anos atrás naquele voo para Osaka, Japão. Como se ao receber aquele pequeno pássaro feito em papel por aquela senhora do pacote de biscoitos, estivesse ali depositado uma energia, ou um desejo, para que minha filha também fosse abençoada com o bem. Um desejo pela saúde dela, por sua felicidade, proteção e muito amor. E, foi nesse espírito de amor, que fiz muitos pássaros em papel, sempre pensando nela e em como estamos felizes com sua chegada. Acredito que minha jornada de viajante dos ares esteja em pausa agora, pois estou de licença maternidade. Mas, o universo me empurra para uma nova jornada, talvez a mais longa e mais linda de toda a minha vida.

 

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Os enfeites feitos em origami encontrados pela Vovó Marilde, decorando o Chá de Fraldas.

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Os Tsurus invadiram a casa da Vovó Marilde, local escolhido para a realização do Chá de Bebê da Isabela.

 

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A Isabela já colorindo nosso mundo em cor de rosa.

Mas tu não falas português?

Outro dia fui parar em Luanda, Angola. País que fala português também. Ao chegar no aeroporto, aquele ar de familiaridade. Propagandas enormes pelos corredores do aeroporto com atores da Globo. Aqueles rostos me eram conhecidos, e me remetiam ao meu Brasil.

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Ao conversar com as pessoas no hotel, a liberdade de poder expressar-me na minha língua mãe. Que alegria, tirando o sotaque angolano, e o uso de expressões que já estão em desuso no Brasil, eu circulei muito bem usando o meu português brasileiro.

Como era a única tripulante do grupo a falar português, eu acabei virando a tradutora daquele voo.

Estávamos nos preparando para voltar a Dubai quando sou chamada na classe executiva para auxiliar uma senhora, a qual não falava inglês. Ao chegar lá, me apresento e pergunto no que poderia ajudá-la. Na verdade, era uma família, a Senhora Maria, o Senhor João e o pequeno Antônio, um menino de 2 anos de idade, todos seguiriam viagem até a Cingapura.

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Classe Executiva

Conversa vai, conversa vem. Eu brinco um pouco com o pequeno Antônio, e foi quando o seu pai me pergunta o seguinte:

– Meus outros filhos estão sentados lá atrás, será que podem sentar aqui conosco?

Eu prontamente respondi que sim.  E, logo saí julgando – “Por que teriam separado tal família? – Saio de cena com o sentimento do dever cumprido.

Errado.

Passados 5 minutos o supervisor da classe executiva me chama dizendo que tinha passageiros a mais na cabine, e que ele havia sido informado que eu teria autorizado três upgrades para os filhos de um tal João. Opa! Eu? Autorizando upgrades? Corri para a cena novamente e fui tentar entender o acontecido.

Ao conversar pela segunda vez com Sr. João, ele me informou que os filhos estavam sentados na classe econômica, e que ele estava muito feliz que eu havia deixado eles sentarem ali. Foi então que eu dei a má notícia, pois não existe upgrade gratuito na minha firma. Se quiser o conforto de poltronas que reclinam inteiramente e copos de vidro, somente mediante pagamento.

Mas, o meu querido passageiro Angolano custava a entender. Eu expliquei que ao me dizer que seus filhos estavam “lá atrás”, entendi que os mesmos estavam sentados na cabine executiva, porém em poltronas mais atrás do mesmo compartimento. E, como ele me omitiu a pequena palavra “econômica”, a verdade era que possivelmente teria havido um grande  mal-entendido em nossa comunicação.

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Classe Econômica

Lembrando que todo esse diálogo fora realizado em português. Os meus colegas supervisores a minha volta não estavam entendendo nada. A única referência que eles tinham era nossas caras e bocas.

Resolvida a questão, crianças voltaram para suas respectivas cabines, Sr. João um bocado tristonho, mas conformado, lá vou eu explicar tudo para a chefe de cabine geral, que seria quase a Madre Superiora do Voo.

Ao expor todo mal-entendido, a “Madre Superiora” me pergunta?

– Mas como assim, um mal-entendido, tu não falas português?

Eu respondo:

– Para a senhora ver, até na mesma língua pode haver falha na comunicação.

 

 

 

 

O careca

As situações mais engraçadas que já vivi a bordo de um avião aconteceram na classe econômica. É lá que há mais pessoas, portanto mais chances de acontecimentos hilários.

Certa vez estava operando como chefe de cabine da classe econômica. Sim, essas coisas acontecem, uma comissária da primeira classe pode ser acionada para trabalhar como chefe.

O voo estava lotado, e super agitado. Certa hora, uma aeromoça surge na galley com um problemão. Dizia ela:

– O senhor da poltrona 44H devolveu sua comida quente pois diz que tem um fio de cabelo na comida. Mas, eu não tenho nenhuma quentinha extra. O que fazer agora, chefe?

E ela continua:

– Para falar a verdade, eu acho que esse fio de cabelo até é dele.

Obviamente que a informei que independente de quem seria o fio de cabelo, até mesmo em um restaurante, o prato seria trocado. Porém ela insistiu em dizer que o cabelo pertencia ao senhor da 44H.

Nessas horas a chefe tem que averiguar.

Como eu senti que ela não estava disposta a resolver o “problema”, tomei a inciativa. Prontamente arrumei outra quentinha e fui correndo entregar para o cliente, que imaginei estar esbravejando de raiva.

Ao chegar diante do passageiro, primeiramente pedi desculpas, pois era um erro lamentável e blá blá blá.

Ele foi muito gentil e agradeceu meu gesto.

Ao olhar para ele, percebi uma coisa: o tal sujeito era careca.

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Meu cabelo, onde????

A cara do mundo.

Há dois dias atrás estava fazendo um voo para Phuket, Tailândia. Durante o voo uma outra comissária me pergunta:

– Tu conheces o Costas? Ele é um grego que trabalha na classe executiva, acredito que ele seja da mesma época que você.

Respondi que não conhecia o tal do Costas…mas, a menina ainda não satisfeita começou a me perguntar sobre outros tripulantes gregos.

Fiquei encasquetada. Algumas horas depois perguntei a ela:

– Eu sei que tu me perguntaste sobre essas pessoas gregas, mas tu sabes que sou brasileira?

Ela ficou surpresa, pois me disse que tinha certeza que eu era grega. Rimos muito depois.

Ao chegar em Phuket, estávamos na fila da imigração. Um tripulante pede para olhar o meu passaporte. Ao ler meu nome completo ele comenta:

– Pelo teu nome do meio, posso te dizer que tens ascendência italiana, estou certo?

Concordei, aliás, quem do sul do Brasil não carrega uma pequena pitada italiana ou alemã em seu DNA?

E, o menino complementou: ” Mas tu tens uma cara de italiana mesmo”

Se estiver operando um voo para região aqui do Oriente Médio, os comentários são:

– Libanesa? Iraniana?

Se capricho na maquiagem, e faço um olho mais preto… Com certeza perguntam sobre a minha descendência árabe. (risos)

Porém, se o voo for para a Europa, o questionamento é sobre meu ar europeu. Ui que chic!

E a lista do que me pareço só aumenta. Francesa? Italiana? Espanhola? Maltesa? Grega? Portuguesa? Indiana?

Sim, acho que eu tenho essa cor de pele que se camufla entre claros e escuros. Olhos castanhos claros, que com a luz do sol chegam a “esverdear”. Cabelos que ora se apresentam crespos, ora lisos.  Li isso em um livro de umas das minhas escritoras prediletas, a qual dizia exatamente isso… pessoas com pele cor de oliva se misturam na multidão.

Sorte a minha, pois posso dizer que tenho a cara do mundo.

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Minha faceta Indiana.

Meu lado árabe.

Meu lado árabe.

Com ares chineses.

Com ares chineses.

A grega que mora em mim.

A grega que mora em mim.

A italiana que mora em meu coração.

A italiana que mora em meu coração.

Meu lado turco.

Meu lado turco.

Nice

Adoro meu trabalho, porque apesar dos pesares, estou sempre viajando. E, de todas as profissões  que já exerci em minha vida, ser comissária de bordo tem sido uma das melhores escolhas. Porém, o melhor mesmo, é viajar de férias. E, neste mês de julho tirei uns “diazinhos” e juntamente com minha sobrinha Tamara, seguimos a caminho de Nice, França.

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Nice é uma cidade francesa, situada no departamento francês dos Alpes Marítimos e na região de Provença-Alpes-Costa Azul. Nice conta com 344.890 habitantes (2008) e sua área metropolitana tem cerca de 1 milhão de habitantes (2010). Depois do Congresso de Viena (1815), voltou a fazer parte do reino da Sardenha, um dos que formaram a Itália moderna. Foi “anexada” à França em 1860, por meio do tratado de Villafranca. Algumas placas indicam, além da forma francesa Nice, a forma provençal Nissa. A origem do nome vem do grego Nikaia – vitoriosa – e a versão latina é Nicæa. (wikipedia) Foto: Débora Beluca

Verão na Europa é o máximo. As temperaturas estão agradáveis e os dias são longos. Nice tem muitas opções para passeios, sejam eles culturais ou de puro prazer. (como beber um vinho rosé ao som dos músicos de rua) Aqui viveu um pintor francês bem conhecido: Henri Matisse. Tive a oportunidade de conhecer o museu de Matisse, no qual podemos conhecer um pouco de sua arte e vida. Ao entrar na loja de souvenir do museu peguei um livrinho para crianças no qual explicava em uma linguagem muito simples a vida de Matisse. Dizia mais ou menos assim: Henri Matisse nasceu na França em uma cidade sem cor. Desde criança sonhava com as cores. Seus pais acreditavam que o menino sonhador não servia para nada. Depois de grande, foi estudar Direito em Paris, mas devido ao stress dos estudos, pois não servia para ser advogado também, teve uma crise de nervos e foi parar no hospital. Enquanto no hospital, conheceu um paciente que estava ao seu lado. O tal colega de quarto gostava de pintar. Foi então que Henri pediu para sua mãe comprar uma maleta de tintas e pincéis e começou a pintar. Descobriu-se que ele servia para alguma coisa: colorir a vida em suas telas. Mudou-se para Nice, pois era apaixonado pelos azuis daquela terra. E, seguiu a vida pintando e foi feliz para sempre.

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E tem azul em abundância em Nice. (Mar Mediterrâneo)

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Tem amarelos que se juntam ao azul do céu. (Praça Garibaldi)

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Inúmeras tonalidades de verde. (Parque ao lado do museu de Matisse em Nice)

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Os vermelhos do Museu de Matisse.

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Há pretos e brancos que acabam colorindo-se ao juntarem-se com as demais cores da cidade.

Concordo com Matisse , pois é fácil apaixonar-se por Nice. Eu, mesmo não servindo para ser pintora, me encantei com a cidade.