Comer, Rezar, Amar

Eu tenho alguns(as) escritores(as) que eu curto muito. E desde que li o Comer, Rezar, Amar da Elizabeth Gilbert, que me apaixonei por ela, ou melhor, por sua arte. Tenho que admitir que me identifiquei um pouco com a trajetória da escritora, a qual é a protagonista da história do livro em pauta.

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Há um filme baseado na obra, no qual  Julia Roberts faz o papel de Liz. Sua história é linda, e recomendo tanto o livro como o filme. E, por gostar tanto do livro que embarquei na jornada que Liz encarou. Não, eu não estava com o coração dilacerado como conta a escritora. Na verdade, meu coração estava cheio de amor e gratitude por estar em lugares tão mágicos e significativos. Somente tinha um desejo de passar por tais países que transformaram aquela mulher. E, viajar é definitivamente transformador.

Primeira parada de Elizabeth Gilbert: Roma

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“Seu objetivo era visitar três lugares onde pudesse examinar um aspecto de sua própria natureza. Em Roma, estudou a arte do prazer, aprendeu italiano e engordou os 11 quilos mais felizes de sua vida” (Comer, Rezar, Amar)

” Cheguei à Itália abatida e magra. Ainda não sabia o que eu merecia. Talvez eu ainda não saiba totalmente o que mereço. Porém, o que sei é que, ultimamente, eu me recuperei – graças à alegria de prazeres inofensivos – e tornei-me alguém muito mais intacto. A maneira mais fácil, mais fundamentalmente humana de dizer isso é que eu engordei. Existo mais agora do que há quatro meses atrás. Deixarei a Itália perceptivelmente maior do que quando cheguei aqui. E irei embora com a esperança de que a expansão de uma pessoa – a ampliação de uma vida – seja realmente um ato de valor neste mundo. Mesmo que essa vida, só dessa vezinha, por acaso seja apenas minha e de mais ninguém” – esse trecho finaliza o capítulo que ela parte da Itália e segue para o proximo destino: Índia.

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“A sua tarefa, portanto, se você decidir aceitá-la, é prosseguir em sua busca pelas metáforas, rituais que o ajudem a se aproximar ainda mais da divindade. As escrituras iogues dizem que Deus reage às preces sagradas e aos esforços dos seres humanos, qualquer que seja a maneira como os mortais decidirem venerá-lo – contanto que as preces sejam sinceras. Como sugere uma linha dos Upanishads: “As pessoas seguem caminhos diferentes, retos ou tortuosos, de acordo com seu temperamento, dependendo daquilo que julgam ser melhor, ou mais apropriado – e todas alcançam VOCÊ, da mesma forma que os rios desaguam no oceano” (Comer, Rezar, Amar)

Após sua experiência mística na Índia, Liz segue rumo a Bali, na Indonésia.

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“Bali é uma pequena ilha localizada no centro do arquipélago indonésio, que tem 3.200 quilômetros de comprimento e constitui a nação muçulmana mais populosa da Terra. Bali é, portanto, algo estranho e maravilhoso; pois não deveria sequer existir, mas existe. O hinduísmo da ilha foi importado da Índia via Java. Comerciantes indianos levaram a religião para o leste durante o século IV d.C. Os reis javaneses fundaram uma poderosa dinastia hinduísta, da qual pouco resta hoje em dia a não ser pelas impressionantes ruínas dos templos de Borobudur. No século XVI, uma violenta rebelião islâmica varreu a região, e a realeza hinduísmo adoradora de Shiva fugiu de Java, partindo em grandes grupos para ir se refugiar em Bali durante o que seria lembrado como o Êxodo de Majapahit. Os javaneses abastados, de alta casta, trouxeram consigo para Bali apenas suas famílias reais, seus artesãos e seus sacerdotes – portanto, não é exagero quando se diz que todo mundo em Bali é descendente de rei, sacerdote ou artista, e que é por isso que os balineses são tão orgulhosos e inteligentes.” (Comer, Rezar, Amar)

 

Durante a leitura do livro, Liz divide com seus leitores que  sua palavra preferida no italiano é attraversiamo, que significa “vamos atravessar”. Ela conta que na Itália ela passava atravessando as ruas, somente para falar attraversiamo. E, assim que eu vou levando a minha vida como comissária de bordo. Atravessando ruas aqui e acolá, cruzando oceanos e continentes. É exatamente isso que me faz mais feliz.

 

Portanto, attraversiamo!

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