Nice

Adoro meu trabalho, porque apesar dos pesares, estou sempre viajando. E, de todas as profissões  que já exerci em minha vida, ser comissária de bordo tem sido uma das melhores escolhas. Porém, o melhor mesmo, é viajar de férias. E, neste mês de julho tirei uns “diazinhos” e juntamente com minha sobrinha Tamara, seguimos a caminho de Nice, França.

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Nice é uma cidade francesa, situada no departamento francês dos Alpes Marítimos e na região de Provença-Alpes-Costa Azul. Nice conta com 344.890 habitantes (2008) e sua área metropolitana tem cerca de 1 milhão de habitantes (2010). Depois do Congresso de Viena (1815), voltou a fazer parte do reino da Sardenha, um dos que formaram a Itália moderna. Foi “anexada” à França em 1860, por meio do tratado de Villafranca. Algumas placas indicam, além da forma francesa Nice, a forma provençal Nissa. A origem do nome vem do grego Nikaia – vitoriosa – e a versão latina é Nicæa. (wikipedia) Foto: Débora Beluca

Verão na Europa é o máximo. As temperaturas estão agradáveis e os dias são longos. Nice tem muitas opções para passeios, sejam eles culturais ou de puro prazer. (como beber um vinho rosé ao som dos músicos de rua) Aqui viveu um pintor francês bem conhecido: Henri Matisse. Tive a oportunidade de conhecer o museu de Matisse, no qual podemos conhecer um pouco de sua arte e vida. Ao entrar na loja de souvenir do museu peguei um livrinho para crianças no qual explicava em uma linguagem muito simples a vida de Matisse. Dizia mais ou menos assim: Henri Matisse nasceu na França em uma cidade sem cor. Desde criança sonhava com as cores. Seus pais acreditavam que o menino sonhador não servia para nada. Depois de grande, foi estudar Direito em Paris, mas devido ao stress dos estudos, pois não servia para ser advogado também, teve uma crise de nervos e foi parar no hospital. Enquanto no hospital, conheceu um paciente que estava ao seu lado. O tal colega de quarto gostava de pintar. Foi então que Henri pediu para sua mãe comprar uma maleta de tintas e pincéis e começou a pintar. Descobriu-se que ele servia para alguma coisa: colorir a vida em suas telas. Mudou-se para Nice, pois era apaixonado pelos azuis daquela terra. E, seguiu a vida pintando e foi feliz para sempre.

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E tem azul em abundância em Nice. (Mar Mediterrâneo)

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Tem amarelos que se juntam ao azul do céu. (Praça Garibaldi)

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Inúmeras tonalidades de verde. (Parque ao lado do museu de Matisse em Nice)

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Os vermelhos do Museu de Matisse.

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Há pretos e brancos que acabam colorindo-se ao juntarem-se com as demais cores da cidade.

Concordo com Matisse , pois é fácil apaixonar-se por Nice. Eu, mesmo não servindo para ser pintora, me encantei com a cidade.

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O nascer da Terra

“Não é da luz do sol que carecemos. Milenarmente a grande estrela iluminou a terra e, afinal, nós pouco aprendermos a ver. O mundo necessita ser visto sob outra luz: a luz do luar, essa claridade que cai com respeito e delicadeza. Só o luar revela o lado feminino dos seres. Só a lua revela intimidade da nossa morada terrestre. Necessitamos não do nascer do Sol. Carecemos do nascer da Terra.”

Mia Couto, é um biólogo e escritor moçambicano.

O luar. Dubai 2014

O luar. Dubai 2014

Dubai 2014

Dubai 2014